Eixo 1 - Infraestrutura e Dados
Capacidade computacional estratégica e economia de dados robusta. Meta: 10-15× capacidade nacional até 2030 (~60 MW → 700-1000 MW).
Agenda Nacional de Inteligência Artificial
Aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 2/2026 e publicada a 8 de janeiro de 2026, a Agenda Nacional de Inteligência Artificial define a estratégia de Portugal para a IA até 2030. Estrutura-se em quatro eixos (Infraestrutura e Dados; Inovação e Adoção; Talento e Competências; Responsabilidade e Ética) e 32 iniciativas, incluindo projetos como o LLM Amália, a AI Factory nacional, as sandboxes regulatórias e o Centro de Excelência em IA na Administração Pública.
A ANIA 2026-2030 organiza-se oficialmente em quatro eixos estratégicos e 32 iniciativas, regendo-se por seis princípios orientadores: inovação responsável; foco estratégico; Estado catalisador; centralidade das pessoas e dos processos; orientação ao produto; e avaliação contínua baseada em evidência. O Plano de Ação (PAANIA) operacionaliza estas iniciativas até 2030, com metas como +18 a 22 mil milhões € ao PIB e +2,7 p.p. no contributo da produtividade para o crescimento.
Capacidade computacional estratégica e economia de dados robusta. Meta: 10-15× capacidade nacional até 2030 (~60 MW → 700-1000 MW).
Investigação fundamental, adoção em PME e Administração Pública como pioneira, com forte foco em produto.
Formar, atrair, mobilizar e reter talento em IA - setor privado e público - para sustentar a competitividade nacional.
Regime regulatório eficaz e ético, alinhado com o AI Act - protege cidadãos e permite inovação.
Os projetos estruturantes seguintes ilustram iniciativas-chave dos quatro eixos. O acompanhamento e monitorização é feito pelo Conselho para o Digital na Administração Pública, sendo a execução prioritáriamente financiada por fundos europeus.
Eixo 2 - Inovação e Adoção
Desenvolvimento de um Large Language Model soberano em língua portuguesa, batizado “Amália” em homenagem a Amália Rodrigues, símbolo maior da cultura portuguesa.
O LLM Amália será desenvolvido em conformidade com as obrigações GPAI do AI Act (Art. 51-56), incluindo documentação técnica detalhada, política de direitos de autor e avaliação de riscos sistémicos.
Eixo 1 - Infraestrutura e Dados
Criação de uma infraestrutura nacional de computação de alto desempenho dedicada ao treino e operação de modelos de inteligência artificial.
EuroHPC
Eixo 2 - Inovação e Adoção
Plataforma nacional de apoio às PME na adoção, desenvolvimento e operação de soluções de inteligência artificial, com soluções low-code/no-code adaptadas às necessidades das PME e financiamento através do IFIC (Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade).
Eixo 4 - Responsabilidade e Ética
Criação de sandboxes regulatórias de IA conforme exigido pelos Art. 57-63 do AI Act, com lançamento previsto para o 2.º semestre de 2026 (iniciativa IV.5 do PAANIA).
H2 2026 Art. 57-63
Eixo 2 - Inovação e Adoção
Criação de um centro de excelência dedicado à promoção, orientação e aceleração da adoção de inteligência artificial na administração pública portuguesa, articulado com a Agenda para a Reforma e Transformação do Estado (ARTE).
O centro assegurará que a administração pública serve como exemplo de conformidade com o AI Act, com transparência, supervisão humana e respeito pelos direitos fundamentais em todos os sistemas de IA utilizados pelo Estado.
Eixo 3 - Talento e Competências
Conjunto de iniciativas para formar, atrair, mobilizar e reter talento em IA - condição necessária para que Portugal capture o valor das restantes iniciativas.
A ANIA 2026-2030 foi desenhada em estreita articulação com o Regulamento (UE) 2024/1689 (AI Act), garantindo que a estratégia nacional de IA está alinhada com o quadro regulatório europeu.
As sandboxes regulatórias (Art. 57-63) permitem que empresas e investigadores testem sistemas de IA num ambiente controlado, facilitando a conformidade antes da colocação no mercado. A ANIA garante que Portugal cumpre esta obrigação até agosto de 2026.
A AI Factory disponibiliza capacidade computacional para que empresas e centros de investigação portugueses possam desenvolver, treinar e testar modelos de IA com os recursos necessários, sem dependência de infraestruturas estrangeiras.
O programa PME.IA oferece financiamento, consultoria e ferramentas para que as PME portuguesas possam cumprir as obrigações do AI Act sem que os custos regulatórios comprometam a sua competitividade.
O Centro de Excelência e os programas de formação da ANIA apoiam o cumprimento do Art. 4 do AI Act (literacia em IA), capacitando funcionários públicos, empresas e cidadãos para uma utilização informada e responsável da IA.
Marcos principais da implementação da ANIA, alinhados com os prazos do AI Act e os objetivos estratégicos nacionais.
Publicação da RCM 2/2026 - Resolução do Conselho de Ministros que aprova a Agenda Nacional de Inteligência Artificial para o período 2026-2030.
Abertura da plataforma PME.IA para apoio às PME. Início da instalação da infraestrutura de computação AI Factory e primeiros acessos para investigadores.
Lançamento de pelo menos uma sandbox regulatória de IA, conforme exigido pelo Art. 57 do AI Act (prazo: 2 de agosto de 2026). Criação do Centro de Excelência em IA na Administração Pública.
Lançamento da primeira versão open-source do LLM Amália. Expansão da AI Factory com novos clusters de GPU. Primeiros projetos-piloto de IA na administração pública.
Versão avançada do LLM Amália integrada em serviços públicos. Rede de sandboxes alargada a sectores específicos (saúde, finanças, educação). Programa PME.IA com mais de 1000 PME apoiadas.
Ecossistema de IA português consolidado. Plena aplicação do AI Act em todos os sistemas de alto risco (agosto 2027 em diante). Portugal como referência europeia em IA responsável e soberania linguística.
Consulte a página de implementação para conhecer as autoridades nacionais responsáveis pela supervisão do AI Act, ou utilize o classificador de risco para avaliar o nível de risco do seu sistema de IA.
Implementação em Portugal Classificador de risco IA